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Como acompanhar a volatilidade do mercado? Confira!

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A volatilidade do mercado está entre os principais critérios que devem ser considerados no momento da escolha de um investimento. Isso porque ela pode impactar tanto as aplicações de renda fixa quanto as alternativas de renda variável.

Além disso, a volatilidade também está associada ao risco de um investimento — o qual, por sua vez, guarda relação com a rentabilidade. Dessa maneira, conhecer o seu conceito é fundamental para quem já investe ou pretende começar a investir.

Neste artigo, você aprenderá o que é e como acompanhar a volatilidade no mercado financeiro. Boa leitura!

O que é volatilidade?

Em termos financeiros, a volatilidade é uma variável que aponta a frequência e a intensidade das oscilações de preço de ativos e derivativos financeiros no decorrer do tempo. Por meio dela, o investidor consegue projetar diferentes cenários sobre um investimento no futuro.

Assim, quem a utiliza em suas análises consegue compreender melhor o comportamento de um investimento. Isso permite que o investidor destaque uma quantia maior ou menor do seu capital na alternativa analisada, bem como crie estratégias para se proteger contra eventuais perdas. 

Ademais, embora a volatilidade não seja sinônimo de risco, ambas estão interligadas. Afinal, quanto mais volátil for o preço de um ativo ou derivativo, maiores serão as suas variações frente às flutuações do mercado. Desse modo, grandes mudanças de preço trazem mais riscos para o investidor.

Em contrapartida, um alto risco demanda que o investimento tenha um bom retorno para se tornar atrativo. Nesse contexto, caberá ao investidor decidir se vale a pena correr esse risco na tentativa de potencializar os seus ganhos — e a volatilidade é um dos fatores a serem avaliados. 

Como ela se dá no mercado e como acompanhá-la?

Sabendo que a volatilidade age sobre os preços no mercado financeiro, é comum associá-la aos ativos e derivativos de renda variável. Contudo, como você viu, ela também pode ser observada na renda fixa. Logo, vale analisar como a volatilidade acontece em cada uma dessas classes de investimentos. 

Veja!

Volatilidade na renda variável

Na renda variável, a precificação de ativos e derivativos financeiros é feita com base na lei da oferta e demanda, o que a torna imprevisível. Desse modo, o aumento no número de interessados na compra de uma alternativa de investimento contribui para ela se tornar cada vez mais cara.

O mesmo acontece no cenário oposto. Nos momentos em que o número de vendas é maior que o de compras, é esperado que os preços diminuam. Assim, a volatilidade indicará a quantidade de interessados negociando um ativo ou derivativo e a pressão exercida por eles sobre os preços.

Uma ferramenta que pode ser usada para acompanhar a volatilidade na renda variável são os gráficos. Eles são formados com base no histórico de preços. Dessa maneira, é natural observar que os preços sobem e descem diariamente, gerando formações gráficas em zigue-zague.

Analisando os preços em prazos menores, observa-se um comportamento mais errático. Ou seja, no curto prazo, a volatilidade costuma ser maior. Isso favorece aqueles que buscam a especulação, já que eles tentam extrair lucro das pequenas diferenças de preços de curto ou curtíssimo prazo.

Contudo, quando se tem um horizonte de prazo maior, é possível notar que a volatilidade é diluída com o tempo e se torna menor. Então é comum que investidores usem outros parâmetros para tomar suas decisões de investimento — a exemplo dos indicadores da análise fundamentalista.

Volatilidade na renda fixa

Os investimentos de renda fixa são conhecidos por sua previsibilidade de retorno. Afinal, o investidor já sabe a sua a lógica da remuneração desde o início da aplicação. Porém, ainda que eles sejam mais seguros, isso não significa que não possam ser impactados pela volatilidade do mercado.

Na renda fixa ela surge, especialmente, na marcação a mercado. Trata-se de uma atualização diária de preços mais perceptível em títulos que têm a sua rentabilidade na modalidade prefixada ou híbrida. 

Um título prefixado pagará uma taxa de juros fixa até a data de seu vencimento. Já um título híbrido terá uma remuneração baseada em uma taxa fixa somada a uma taxa pós-fixada (atrelada a um índice financeiro).

No entanto, em ambos os casos, as variações dos juros do mercado podem fazer com que surjam aplicações menos ou mais rentáveis. Nesse sentido, os títulos prefixados e híbridos já emitidos sofrem uma nova precificação caso o interessado queira resgatá-los antecipadamente.

Imagine, por exemplo, um investimento híbrido que pague 2% ao ano somado às variações do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) que está em 6%. Na sequência, suponha que a Selic (a taxa básica de juros) estava em 7% ao ano, quando o investimento foi realizado.

Nesse contexto, o título híbrido estará rendendo mais que a taxa de juros. Contudo, considere que a Selic foi reajustada para 10% com o passar do tempo. Aqui, a tendência é que o preço daquele título reduza, considerando que sua rentabilidade agora é menor que a taxa de juros do mercado.

Como investir considerando a volatilidade nos investimentos?

Sabendo o que é a volatilidade e como ela age na renda fixa e variável, é importante considerá-la quando for escolher um investimento. Toda decisão de alocação de recursos envolve a análise de uma série de fatores — como rentabilidade, prazo, risco, custo de oportunidade, entre outros.

A inclusão da volatilidade como critério de decisão auxilia na tarefa de montar uma carteira mais alinhada ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros. 

Para quem tem planos de montar uma reserva de emergência, por exemplo, tende a fazer mais sentido buscar por ativos ou aplicações menos voláteis. Afinal, essa é uma quantia que não deve ter riscos de perdas e precisa estar disponível a todo o momento, já que será usada em casos de urgência.

Por outro lado, quem deseja potencializar a rentabilidade do seu portfólio poderá se interessar por investimentos mais voláteis. Isso porque, como você viu, a volatilidade influencia no risco e reflete no potencial de rentabilidade de um investimento.

Por esse motivo, a renda variável apresenta os investimentos com maior potencial de retorno, pois envolve mais riscos. Porém, há chances de mitigá-los por meio de estratégias específicas, como a diversificação e o foco no longo prazo. Assim, é possível reduzir os efeitos da volatilidade na carteira. 

Agora que você sabe como a volatilidade do mercado impacta nos investimentos de renda fixa e variável, poderá explorar diferentes oportunidades de investimento. Mas não se esqueça de continuar se informando sobre o assunto para tomar as melhores decisões!

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